Meu amor por ti é demasiadamente lindo.
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Sabe, essa coisa de valorizar o silêncio meio que aprendi contigo. Francisco e sua calma, sua serenidade, sua não aceleração fazem com que Clarissa fique mais tranqüila. É um traço cômico esse teu, sabia? Tu é agitadinho com as mãos, fica falando com as mãos, sacode sacode sacode sem fim a perna, mas é calmo. Calmíssimo. Espantoso, né? Em geral quem muito se sacode é mais agitado. Mas não, no teu caso a tua ansiedade está completamente direcionada para as pernas, as unhas e as mãos. Ah, e o pensamento, claro! Claríssimo. Acho bonitinho o teu sacode sacode, sabe? É charmoso. Também gosto de quando tu tá explicando alguma coisa e faz a cara de eu-sei-tudo e começa a gesticular com as mãos. Fica particularmente sensual. Engraçado como as pessoas podem se tornar sensuais com pequenos gestos, né? Uma coisa minúscula, que de repente pra outra pessoa é comum, imperceptível (essa é outra palavra que adoro!), pra gente se torna gritante. E linda. Eu gosto do jeito que tu sorri, já te disse isso. E do jeito que tu ri também, parece que a gargalhada vem lá do fundo, tu fica parecendo uma criança faceira. E eu também gosto do jeito que tu me olha. E da tua concentração, quando tu tá falando de alguma coisa que tu gosta muito. E eu também gosto do teu gesto mais brejeiro, que é passar baba no olho. Tu fica bonito fazendo brejeirice. Será este um efeito do amor? A gente achar a pessoa bonita fazendo uma coisa absolutamente tosca? Porque é tosco passar baba no olho, pelamor! Mas tu fica ordinariamente bonito. E brejeiro. Mas um brejeiro style. Te amo tanto, Francis, eu podia ficar aqui horas e horas falando cada coisa pequena que eu gosto em ti. Gosto daquele jeito que tu coça o nariz, sempre que eu falo tu tenta reconstituir a cena, mas nunca nunca fica igual. É com os 2 dedos, amor. Assim, só passando eles no nariz, de baixo pra cima, o nariz meio que no meio deles. Tá, quando tu fizer eu digo ó, é assim! Mas não tente fazer isso em casa, nunca sai certo! Também acho bonito o jeito que tu amarra o tênis. E a maneira que tu coloca o óculos. E acho muito, muito bonitinho a forma que tu ajeita o cabelo, tu faz uma cara muito fofa. E o teu abraço é o melhor abraço que tem, mesmo. O melhor dos melhores. Ele é tão bom que merecia um festival exclusivo em Veneza. E merecia muitas estrelas. E um caminhão de chocolate. E muitos brindes. E medalhas de ouro. Ele merecia estar sempre no primeiro lugar de todos os lugares que existem no mundo. Aham, entenda, ele é BOM MESMO. O rei dos bons. O papa dos abraços. O Buda dos braços envolventes. O Zeus dos braços protetores. O Alá meu bom Alá dos corpos juntos, colados, seguros.
Sabe, essa coisa de valorizar o silêncio meio que aprendi contigo. Francisco e sua calma, sua serenidade, sua não aceleração fazem com que Clarissa fique mais tranqüila. É um traço cômico esse teu, sabia? Tu é agitadinho com as mãos, fica falando com as mãos, sacode sacode sacode sem fim a perna, mas é calmo. Calmíssimo. Espantoso, né? Em geral quem muito se sacode é mais agitado. Mas não, no teu caso a tua ansiedade está completamente direcionada para as pernas, as unhas e as mãos. Ah, e o pensamento, claro! Claríssimo. Acho bonitinho o teu sacode sacode, sabe? É charmoso. Também gosto de quando tu tá explicando alguma coisa e faz a cara de eu-sei-tudo e começa a gesticular com as mãos. Fica particularmente sensual. Engraçado como as pessoas podem se tornar sensuais com pequenos gestos, né? Uma coisa minúscula, que de repente pra outra pessoa é comum, imperceptível (essa é outra palavra que adoro!), pra gente se torna gritante. E linda. Eu gosto do jeito que tu sorri, já te disse isso. E do jeito que tu ri também, parece que a gargalhada vem lá do fundo, tu fica parecendo uma criança faceira. E eu também gosto do jeito que tu me olha. E da tua concentração, quando tu tá falando de alguma coisa que tu gosta muito. E eu também gosto do teu gesto mais brejeiro, que é passar baba no olho. Tu fica bonito fazendo brejeirice. Será este um efeito do amor? A gente achar a pessoa bonita fazendo uma coisa absolutamente tosca? Porque é tosco passar baba no olho, pelamor! Mas tu fica ordinariamente bonito. E brejeiro. Mas um brejeiro style. Te amo tanto, Francis, eu podia ficar aqui horas e horas falando cada coisa pequena que eu gosto em ti. Gosto daquele jeito que tu coça o nariz, sempre que eu falo tu tenta reconstituir a cena, mas nunca nunca fica igual. É com os 2 dedos, amor. Assim, só passando eles no nariz, de baixo pra cima, o nariz meio que no meio deles. Tá, quando tu fizer eu digo ó, é assim! Mas não tente fazer isso em casa, nunca sai certo! Também acho bonito o jeito que tu amarra o tênis. E a maneira que tu coloca o óculos. E acho muito, muito bonitinho a forma que tu ajeita o cabelo, tu faz uma cara muito fofa. E o teu abraço é o melhor abraço que tem, mesmo. O melhor dos melhores. Ele é tão bom que merecia um festival exclusivo em Veneza. E merecia muitas estrelas. E um caminhão de chocolate. E muitos brindes. E medalhas de ouro. Ele merecia estar sempre no primeiro lugar de todos os lugares que existem no mundo. Aham, entenda, ele é BOM MESMO. O rei dos bons. O papa dos abraços. O Buda dos braços envolventes. O Zeus dos braços protetores. O Alá meu bom Alá dos corpos juntos, colados, seguros.
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Francisco: tu faz com que eu veja quem eu sou. É meio que uma auto-análise, mas feita por outra pessoa. Uma espécie de espelho da alma, sabe? Que tu acaba te enxergando melhor, te reconhecendo, te conhecendo, te descobrindo. Com a ajuda especialíssima da pessoa que tu ama. Aquela que, do nada, apareceu na tua vida. E foi se instalando, foi tomando conta, foi ganhando espaço e quando tu viu, pimba, o espaço se tornou o teu coração inteiro, tua cabeça inteira, tua mente inteira, teu corpo inteiro, teu tudo inteiro. E daí, então, tu começa a ver que efetivamente tu tá te sentindo inteiro. E completo. E então tu percebe que era por isso, por essa soma de motivos que antes tu tinha uma felicidade meia boca, morna, sem muito sal, sem muita graça. E pensando com mais profundidade tu começa a ver que não, tu não era infeliz. Mas tu não era plenamente feliz. E que a felicidade sentida antes tava mais pra fria do que morna. Era um morno quase frio e com nata até. Eca.
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Hoje te amo por todos os amores que eu não tive, por todos os amores que existem no mundo, por todo mundo que ama e não é correspondido, por todo mundo que ama e é amado. Por todo mundo que sonha em ter um amor assim, tão completo, em sintonia, que ri, que chora, que dá a mão, o colo, o braço e o abraço. E ainda te alcança a toalha na hora de tomar banho. E ainda te abraça forte na hora de dormir.
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Te amo, coiso. Coisadamente amado. Amadamente coisado.