
(Elisa Lucinda)
"De alguma maneira hoje
Quero sempre me casar com você...
Para mim este amor é diferente, não é de papel passado,
É amor de papel presente."
Tem gente que faz baranguice e canta "If you leave me now" embaixo da janela. Tem gente que escreve "eu te amo" em outdoor. Tem gente que manda flores. Eu escrevo aqui. Porque o amor, na essência, é cafoninha. (E ainda assim foi a melhor breguice já inventada)
"Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser ridículas.
Mas, afinal, só as criaturas que nunca
escreveram cartas de amor é que são ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso cartas de amor ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor é que são ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas, como os sentimentos esdrúxulos,
são naturalmente ridículas.) "
