
Durante algum tempo, imaginei como seria esse dia. Não minto, de alguma forma – e tantos tropeços – cheguei a pensar que ele não chegaria. Amores assim, só em filme!, eu repetia incessantes vezes pro espelho. Por que a gente demora tanto a acreditar no que está ali, escrito, tatuado, parado, gritando na cara? Não entendo. Mais: por que a gente quer, diante de uma certeza, desmentir o que está lá dentro? Não entendo, de novo. Me disseram que era difícil ser feliz. E é.
Ser feliz dá trabalho e faz a gente ficar testando. Vamos lá, felicidade, vamos ver até onde vai tudo isso. Acho que é do ser humano: a gente precisa da sensação do eterno. Dá segurança, dá suporte, dá tranquilidade, dá conforto. Certeza de saber que, aconteça o que acontecer, o outro vai estar ali.
Nesses dois anos, eu tive muitas certezas. No começo, eu mal sabia o que era. Sabia que era diferente, forte. Mas não sabia a definição. Depois, com o tempo, te conhecendo, eu tive a certeza de mandar uma mensagem na madrugada, dizendo pela primeira vez "te amo". Foi uma primeira vez escrita. Foram tantas – e ainda são – as nossas primeiras vezes! Incontáveis, incansáveis.
Nesses dois anos, tive algumas indelicadezas. Como o Sushi do Cléber, que entrou pra história. Essa vai pro nosso livro. Nesses dois anos, tive alguns medos. Medos que foram mandados embora, medos que me deixaram, medos que ainda vivem – alguém vive livre deles?!? Nesses dois anos, tive algumas decepções: com a vida e com a gente. O outro não tem só partes coloridas. O amor (e o mundo) não é coisa de cinema, finalmente aprendi. Nesses dois anos, tive muito aprendizado. A pensar mais em mim, no que quero, a dizer o que não aceito de jeito nenhum. Nesses dois anos, te ensinei a ver o outro, e com isso me ganhei um pouco. Nesses dois anos, entendi que sentimentos se reciclam – não vão para o lixo. E se renovam, diariamente. Nesses dois anos, entendi que o amor não é só céu – ele também é inferno, arde, queima, machuca.
Nesses dois anos, fiz alguns planos. Uns guardei na gaveta, outros atirei pela janela. Muitos eu levo comigo. E contigo, se assim nos for permitido. Nesses dois anos, aprendi (há bem pouco tempo) que a vida tem reviravoltas e que amores bonitos podem morrer do dia para a noite. E a gente nada pode fazer, somos só humanos – e nada mais. Mas se fosse permitido, hoje, agora, de dois anos pra cá até o fim da vida eu diria que sim, quero ficar contigo pra sempre.
Nesses dois anos, descobri que o pra sempre mora dentro de quem sabe o que quer. E que não importa que a gente não saiba direito pra onde tá indo – o que importa é ir e andar de mãos dadas com quem a gente ama. Nesses dois anos, descobri como é grande a felicidade de ter alguém pra amar – e ser amado por esse alguém. E que o amor é muito mais importante que pequenas – e bobas – coisas.
Nesses dois anos, meu coração doeu forte duas vezes. Uma em agosto e outra em março. E entendi – se é que tinha algo pra ser entendido – que o que eu sinto é de VERDADE. Nesses dois anos, sorri com a alma e chorei um choro cheio de mágoa. Nesses dois anos, dois muitos dos três muitos do te-amo-muito foram pro hospital, de tão machucados. Nesses dois anos, apenas uma vez pensei em desistir. Mas percebi que é difícil a gente desistir do coração da gente. Não dá pra abrir mão de uma parte de nós.
Nesses dois anos, eu viveria os mesmos anos de novo, tudo igual. Só pra sentir o que eu sinto hoje, poder te ver dormir, acordar contigo e te dizer: eu te amo. Muito, muito, muito.
Ser feliz dá trabalho e faz a gente ficar testando. Vamos lá, felicidade, vamos ver até onde vai tudo isso. Acho que é do ser humano: a gente precisa da sensação do eterno. Dá segurança, dá suporte, dá tranquilidade, dá conforto. Certeza de saber que, aconteça o que acontecer, o outro vai estar ali.
Nesses dois anos, eu tive muitas certezas. No começo, eu mal sabia o que era. Sabia que era diferente, forte. Mas não sabia a definição. Depois, com o tempo, te conhecendo, eu tive a certeza de mandar uma mensagem na madrugada, dizendo pela primeira vez "te amo". Foi uma primeira vez escrita. Foram tantas – e ainda são – as nossas primeiras vezes! Incontáveis, incansáveis.
Nesses dois anos, tive algumas indelicadezas. Como o Sushi do Cléber, que entrou pra história. Essa vai pro nosso livro. Nesses dois anos, tive alguns medos. Medos que foram mandados embora, medos que me deixaram, medos que ainda vivem – alguém vive livre deles?!? Nesses dois anos, tive algumas decepções: com a vida e com a gente. O outro não tem só partes coloridas. O amor (e o mundo) não é coisa de cinema, finalmente aprendi. Nesses dois anos, tive muito aprendizado. A pensar mais em mim, no que quero, a dizer o que não aceito de jeito nenhum. Nesses dois anos, te ensinei a ver o outro, e com isso me ganhei um pouco. Nesses dois anos, entendi que sentimentos se reciclam – não vão para o lixo. E se renovam, diariamente. Nesses dois anos, entendi que o amor não é só céu – ele também é inferno, arde, queima, machuca.
Nesses dois anos, fiz alguns planos. Uns guardei na gaveta, outros atirei pela janela. Muitos eu levo comigo. E contigo, se assim nos for permitido. Nesses dois anos, aprendi (há bem pouco tempo) que a vida tem reviravoltas e que amores bonitos podem morrer do dia para a noite. E a gente nada pode fazer, somos só humanos – e nada mais. Mas se fosse permitido, hoje, agora, de dois anos pra cá até o fim da vida eu diria que sim, quero ficar contigo pra sempre.
Nesses dois anos, descobri que o pra sempre mora dentro de quem sabe o que quer. E que não importa que a gente não saiba direito pra onde tá indo – o que importa é ir e andar de mãos dadas com quem a gente ama. Nesses dois anos, descobri como é grande a felicidade de ter alguém pra amar – e ser amado por esse alguém. E que o amor é muito mais importante que pequenas – e bobas – coisas.
Nesses dois anos, meu coração doeu forte duas vezes. Uma em agosto e outra em março. E entendi – se é que tinha algo pra ser entendido – que o que eu sinto é de VERDADE. Nesses dois anos, sorri com a alma e chorei um choro cheio de mágoa. Nesses dois anos, dois muitos dos três muitos do te-amo-muito foram pro hospital, de tão machucados. Nesses dois anos, apenas uma vez pensei em desistir. Mas percebi que é difícil a gente desistir do coração da gente. Não dá pra abrir mão de uma parte de nós.
Nesses dois anos, eu viveria os mesmos anos de novo, tudo igual. Só pra sentir o que eu sinto hoje, poder te ver dormir, acordar contigo e te dizer: eu te amo. Muito, muito, muito.