27 agosto, 2008

a dama e o vagabundo

se a gente fosse um filme o título podia ser o de cima.
na verdade foi um encontro bem improvável. mas muito acertado. quem providenciou mereceu um 10, com estrelinhas.
(muitas, pra dar um brilho especialmente brilhante nas nossas noites)
a dama não é no sentido nojento, o vagabundo não é no pejorativo. mas sei que tu sabe, tu sempre sabe das coisas. inclusive as que nem eu sei. e sabe mais de mim do que eu, o que seria espantoso se não fosse tu. se fosse qualquer outra pessoa eu ficaria com medo. mas vindo de ti eu fico tranqüila. tranqüila que nem eu fico quando tu me abraça. porque são, disparados, os melhores abraços do mundo. e de todos os abraços que eu já recebi. quando eu moro temporariamente dentro do teu abraço parece que tudo tem solução. que nada é difícil. e que, sério, não existe mais ninguém além de nós dois no mundo. parece que as coisas ficam mais coloridas. o que tem cor fica mais vivo e o que não tem parece que recebe algumas tintas e canetinhas e lápis de cor. e giz de cera.
se me perguntassem hoje: em que lugar tu quer morar?, sabe o que eu diria? dentro do teu abraço. porque lugar melhor não há. é quentinho, cheiroso e cabe clarissa dentro. e não dá vontade de sair. e eu me sinto tão protegida dentro dele!, deve ser por isso que de vez em quando coloco a cabeça ali e fico escondida. assim ninguém me acha, a não ser a única pessoa que precisa me achar. mas essa pessoa, bem, ela nunca, nunca me perde.